quarta-feira, outubro 28

Palavras que ficam...

Anteontem ouvi uma palavra engraçada na minha aula de... Nem vos vou dizer o nome da cadeira, para vocês não se assustarem... Digamos que tem a ver com estatísticas e afins... Já deve chegar para vos fazer revirar os olhos. Só um bocadinho. Já está? Prontos?
Homoscedasticidade.
Bem, e para conseguirmos apreciar a palavra em todo o seu esplendor, devo referir que o senhor que a inventou ganhou um Prémio Nobel.
Por várias razões.
Primeiro, porque como todos sabemos: Se uma palavra é comprida e complicada a ponto de termos de demorar uns segundos para a conseguirmos dizer sem nos engasgarmos pelo caminho, então é porque tem que ser alguma coisa de jeito. E inteligente.
Depois, porque para alguém supôr que uma palavra deste calibre alguma vez ia ser aceite em qualquer tipo de competição/concurso/empreendorismo, o que quiserem... É preciso ter-se coragem... E tomates... E todos sabemos que os grandes génios, sendo incompreendidos, têm mesmo de ter, e muito, dos dois.
E também - e isto poucos sabem mas é altura de dar a conhecer ao mundo esta informação - porque um dos amigos do senhor estava no comitê de decisão, e todos sabemos que os suecos são uns grandes malucos e que para festas estão cá eles.... E pois é, lá estava um grupo do curso de estatística aplicada, num sábado á noite, sem miúdas (basta dizer que eram o curso de estatística aplicada) e muita bebida, com os típicos enrolanços de língua "blrlghsticidade" e acabou por surgir esta bonita palavra... Então um deles disse "olha puto... Baza ver se pega hehe"
Assim combinaram que o primeiro a conseguir com sucesso fazer bla bla bla bla regressão linear bla bla bla variáveis explicativas bal bla ......Daria o nome de Homoscedasticidade.
E o senhor deu. E como podemos verificar, foi um fartote.

terça-feira, outubro 27

Artista do Dia: Bruno Nogueira

Porque sim, o Bruno Nogueira consegue sempre arrancar-me uma sonora gargalhada esteja eu onde estiver.... E porque já o vi em Santos e o homem é assim, gigante (apesar de estar ao pé do Marco Horácio e, consideremos, em questões de perspectiva não ajudou muito) e eu senti-me, se é que é possível, ainda mais pequena.
Aqui vos deixo um vídeo, entre vários a escolher, das Produções Fictícias...

segunda-feira, outubro 26

David Fonseca - Trailer oficial

Se o novo álbum de David Fonseca em si será assim tão fantástico? Talvez sim, talvez não, é sempre discutível... Mas no que toca a emoções, é impossível não sentir qualquer coisinha neste minuto e meio...

domingo, outubro 25

Starbucks: Rula!

E hoje, para que a tarde não fosse uma total perda do meu tempo... Levaram-me a dar uma voltinha por Belém, mais especificamente, ao Starbucks que abriu já algum tempo mas a que nunca tinha ido.
E a minha questão é: Porque é que demorei tanto tempo a lá ir? (Não cometam o mesmo erro que eu. Se quando estiverem a ler este post ainda estiverem dentro de horas decentes, levantem-se e vão a qualquer um dos sítios onde temos Starbucks neste grandioso país. Se já não forem horas, consultem bem umas tabelas de jet lag e apanhem o avião que vos der mais jeito. Não sejam esquisitos. Eu não vou a lado nenhum...)
Estou a ponto de me levantar mais cedo de manhã, apanhar um autocarro para lá, (sim, eu ando de transportes) e ir a beber o meu caffe latte para a faculdade (Ou, um capuccino de com chocolate branco, que foi o que experimentei e que estava divinal). Ou então, depois de almoço... Durante o almoço... Antes de lanchar... Antes de uma refeição que vou criar apenas para poder ir buscar um copo Tall de café a Belém e dizer que "é para beber durante esta refeição da minha autoria, porquê?".
Também é verdade que tudo o que sejam mini-culturas, eu adoro... Também o Chilly's me fascinou mais que profundamente, com toda a história de "em todos os restaurantes Chilly's existe um quadro virado de cabeça para baixo" =D Vá, não me digam que não sabiam! Vamos todos a correr para Telheiras para procurar o quadro em questão!
Mas desta vez... Tenho de lhes tirar o chapéu. Adorei, estou fã! Quero provar tudo o que está no menú! Incluindo aqueles bolos todos com óptimo aspecto...
E claro, fico à espera de uma Starbucks aqui no Saldanha... Ou até, quem sabe, uma em cada esquina, assim só uma bancada a fornecer o que é preciso, porque de manhã com todos os encasacados ia ser um sucesso estrondoso!
Penso que daqui até voltar a beber a tradicional "bica" tenho de ter o meu tempinho de ressaca. Ou isso ou volto lá, depois de comprar alguns dos termozinhos que eles lá tem (Sim, "termozinhos"... Uns mais másculos que outros!) e peço logo uns cinco
refills para o resto da semana=)
Damn you, Starbucks
... Agora nem o meu habitual "mas cheio, se faz favor" me vai satisfazer, isso é certo!

terça-feira, outubro 20

Hoje, em Entrecampos: Jantar da EMEL

Bem, e hoje vi algo que me fez calafrios, arrepiou-me, vai provocar-me uns belos pesadelos com toda a certeza, e fez com que nem o melhor filme japonês de terror de sempre me faça esquecer a experiência horrorizante de que fiz parte......
Vi um grupo de cerca de 30 senhores, e sonhoras (simsim, sOnhoras), da EMEL, a vir na minha direcção.
E pensei: É desta.
Eu sabia, isto é castigo divino, daquela vez em que fui ao frigorífico comer o chocolate que era da minha mãe, ou que deitei ketchup para o top da minha irmã, e quando fui a igreja e não me benzi e deitei um papel para o chão e achei que "pronto, desta vez vou deixar estar" e disse "foda-se" em vez de "fosgass"... É agora, acabou tudo, adeus a todos os que amei e aqueles a quem o quis sempre dizer mas nunca tive oportunidade, sei que tinha capacidade para grandes coisas..........
Então passaram todos por mim e a música da Marcha Imperial foi-se desvanecendo aos poucos.
E percebi: Um jantar do pessoal da EMEL! Aposto que vão todos ao Cinderela, pelo caminho multam um carrito ou dois em conjunto, só naquela, e depois de beberem uns copitos juntam-se e começam a dizer as pessoas que encontram pelo caminho "olhe desculpe aquele carro (apontam) é o seu" e depois riem-se todos juntos, muito contentes, às gargalhadas... Mas daqueles risos arrepiantes, qual bruxa má do Feiticeiro de Oz, versão da Judy Garland e ainda a preto e branco para ser ainda piorzinho....
Portanto meus amigos já sabem, hoje não andem muito por Entrecampos.... Que a EMEL está em peso a passear por lá, provavelmente com bebedeiras colectivas roçando os comas... Eu pelo menos espero que sim... Pode ser que amnhã sejam mais solidários, logo pela fresquinha =)

domingo, outubro 18

O Inverno já vinha, ai se vinha.... Mas sem chuva

Ora bem, hoje, posso dizer que estive todo o dia em casa. (Fora meia hora só para arejar,logo de manhã, sempre tem de se comer por aqui). Mantive as janelas fechadas e as persianas corridas, e o resultado foi: Não só o calor não entrou, como o frio não teve maneira de sair... Portanto, estavam pessoas com vontade de levantar as respectivas t-shirt's e pôr a barriga ao sol e eu enrolada numa mantinha verde a ver a sexta série de Smallville no meu portátil...
E claro, o que é que apetece nestas alturas? Beber um chocolate bem quentinho... Então levantei-me, fui à cozinha, comecei a preparar tudo (deve ser a única maneira que arranjo para beber leite, como deve ser. Ou assim, ou comprando mesmo Ucal e bebendo quentinho. Fresco não. Até me faz arrepios só se pensar nisso. E não do bom tipo.), e com o que me deparo? Com um sol radioso, espantoso, magnânime, lá fora.
E vamos fazer o quê? Seguir o conselho dos grandes KC and the Sunshine Band e Let The Sunshine In? Não, não... Vamos fingir que nada se passou, voltar para o escritório e beber uma chávenazita... Isto porquê?
Depois de muitas horas de cuidadosa reflexão, chueguei a conclusão que isto é apenas reflexo de um desejo de que eu suspeitava existir há já muito tempo: Quero o Inverno! Quero o Inverno e a lareira e os chinelos felpudos, quero os gorros e as luvas de lã, quero as mantas e os chás e os capuccinos que voltam a fazer sentido de se beberem pela tarde fora! Quero os aquecedores e os lençõis de flanela e os duches a ferver e a minha gata enroscada aos meus pés como um saco de água quente com temperatura estável e um ar particularmente satisfeito...
(E à noite, deu-me na cabeça fazer pizzas com panrico. Não sei se experimentaram... Não sei sequer se só ficaram boas porque eu estava com um desejo incontrolável de pizzas e de molho de tomate, vá-se lá perceber porquê... Mas que ficaram óptimas, ficaram... Experimentem, mas com juízo, que não quero ser responsável por cozinhas a arder ou queimaduras até aos cotovelos)
E agora vou voltar para o meu chocolate quente, que ainda tenho todo um recipiente de tamanho considerável para esvaziar! E vá, porquê deixar para amanhã o que se pode fazer hoje?

quinta-feira, outubro 15

Não percam o blog do Bruno Nogueira...

... Em particular este grande post.
Assim vos remeto para ele:
http://corpodormente.blogspot.com/2009/01/hoje-no-dn.html

Curtas de Animação (XI) - How to Break Up With Your Girlfriend in 64 Steps

Bem, penso que se pode chamar de curta-metragem de animação, mas é mais pela piada toda... Quem se identificar com este pequeno vídeo diga "hey" =)
(Sad, but true...)

quarta-feira, outubro 14

Contemporâneos - Final 3ª Temporada

Só mesmo porque sim!
(E porque às vezes, o que é Nacional... É mesmo bom!)

terça-feira, outubro 13

Sobre Smallville - Idolatrando John Glover

De volta ao mundo dos blogs! Depois de muito tempo sem internet (culpo o Sapo, a PT, a Zon... Vai tudo dar ao mesmo! Quer uma pessoa uma coisa tão simples como escrever um post, e... Impossível!) estou de volta, pronta a deitar abaixo - Ou não! - Outra série que me tem ocupado a cabeça... E demasiado do meu tempo...
(E como pediram para avisar… Atenção! Este post é longo!)
A série, familiar a muitos, chama-se Smallville e é inspirada pelas personagens da DC Comics que todos adoramos e veneramos e - Pensávamos nós - conhecemos como a palma da nossa mão.
Demorei bastante tempo a começar a ver porque achava que era uma ideia difícil de levar para a frente mantendo o interesse dos seguidores, porque afinal já todos sabemos o que vai acontecer no final, não é verdade? E sinceramente, o que é que teria acontecido em Smallville de tão extraordinário que merecesse toda uma série televisiva?
A curiosidade tomou conta de mim, como não podia deixar de ser... E comecei a ver - Na primeira temporada, pensei só que não estava mal, muitos personagens desconhecidos, o que é bom para começar, para nos ambientarmos, desligarmos por instantes da história original... Depois há toda a situação de: O Lex Luthor fica a ser amigo do Clark Kent, A.K.A. Man of Steel.
Bem, pára tudo...Hum? Amigos? Os maiores némesises do universo DC, amigos? Didn't see THAT one coming... Mas pensei só, tudo bem, uma reviravolta interessante, podemos criar uma excepção, alterar um bocadinho a história, tudo o resto me parecia bastante bem, a relação Lionel/Lex pareceu-me genial... Comecei a chatear-me com a história toda "olha outro que foi afectado pelos meteoritos" mas depois havia todo o drama Kent, descobrirem o segredo, o Lex ser amigo ou inimigo, romance com a Lana, os pais espectaculares do Clark, adorei aqueles pais, quis apertá-los, enrolá-los em papel de embrulho, pôr-lhes um lacinho e levar para casa...
(Nota: Sempre sem esquecer os actores da série Lois and Clark, com Teri Hatcher, que para mim sempre serão os ideais... Em particular o Lex Luthor,o Perry White e a Lois... )
E depois veio a segunda temporada... O Pete soube o segredo do Clark, houve um romance qualquer com a Chloe, para mim começou a perder a piada... E bem: Meus amigos, foi aqui que descambou tudo: Ou entrou outra série na minha vida, ou foi alguma época de exames de início de faculdade, que significava muito tempo na faculdade mas pouco a estudar, e muito pouco em casa, nada de tempo para ver séries... E perdi a vontade...
Este Verão, alguém "reactivou" a minha veia nerd e dei mais uma oportunidade a Smallville e aos seus personagens. Tive a oportunidade de ver o final grandioso (não há mesmo outra expressão) da terceira temporada, com Lionel Luthor no seu melhor e a música clássica a fazer o seu papel dramático...
Claro, aqui referenciando o título do Post: Cinco estrelas para John Glover, o actor que faz de LIonel Luthor. Fiquei super fã... Quem diria que um senhor daquela idade podia manter tanto da sua sexualidade?... Mas watch out ladies porque o amor não escolhe idades... Piadinhas à parte, pessoalmente não tenho nada a apontar - Está de parabéns... Por um óptimo trabalho com o personagem...
E uns quantos outros finais, sendo que acabei agora a sexta temporada: E muitas mudanças depois... Smallville está quase irreconhecível: Personagens mais adultos e mais diversos... E bem, aqui chegámos ao ponto da questão!! Isto já não são personagens DC!!! São… sei lá, um universo alternativo DC em que está tudo trocado!
E, protesto contra uma série de coisas! Mas como não quero estragar a minha tradição inalterada de não-spoiler... Resta-me dizer que "separadamente", ou seja, como série de super-heróis, está boa, tem o seu nível, considerando que estamos a lidar com o crescimento desde a escola secundária... Mas estamos a assassinar grandes personagens no processo, e uma grande saga!
Por favor, meninos: Oiçam-me atentamente - Não, o Lex e o Clark não se conheciam - mesmo - Nem eram melhores amigos; A Lois e o Clark também só se conheceram quando ele entrou no Planeta Diário para trabalhar; No que toca a Lana&Clark... Bem, sim, houve romance - Sim, foi poderoso e até acredito que trágico, mas vá lá, queremos comparar com Lois&Clark? Impossível!! =)Mas sim senhor, com mais ou menos momentos mortos (impossíveis de evitar... Sempre estamos a trabalhar para as massas!) não está uma má série... Muito drama, muita acção, efeitos especiais – uns mais cuidados que outros… Mas sobretudo, bons personagens, provavelmente já a pensar nos milhares de fãs aborrecidos com as mudanças de scripts e adulteramento puro das histórias originais. Para terem menos para se queixarem… Tenho que dizer que o arqueiro verde? Muito bom… Já o episódio do Perry White, foi esticar, e muito, a corda.
E claro, merece destaque: Para quem viu os filmes mais antigos do Super-homem, com o Christopher Reeve: tenho a certeza que vão gostar de o rever… Eu adorei, adorei ele ser uma espécie de “mentor” do”novo” super-homem… Perfeito, para não dizer mais…
Claro que, mantenhamos presente que começar agora a ver Smallville não é para qualquer um – Se pensarmos que está prestes a entrar para a nona temporada! É preciso coragem… E gostar bastante. Sinceramente, ainda não sei se me aguento – Mas desistir tão perto do final até faz pena (Esperemos! Sim, que mais que dez temporadas já entra na loucura de Emergency Room, depois do cast original já ter ido todo embora… Têm de acabar em breve, certo?)
A minha sugestão sincera é, passem uns quantos episódios à frente, não perdem tanto quanto isso, não são nem podem ser, todos essenciais ou memoráveis… Não percam a 3ª, 4ª e 5ª, eu da 6ª já não gostei tanto mas de qualquer das maneiras, começa a ser engraçado ver a evolução, os personagens novos. Bem, deixem o feedback pessoal – Mas sem spoilers!!

segunda-feira, outubro 5

The Midway State - Man in the Mirror (MJ Cover)

Desde a morte do célebre Michael Jackson, parece que apareceu por aí uma "febre", de repente toda a gente gosta, de repente já todos conhecem toda a sua obra musical... Enfim.
A minha música favorita dele, chama-se "Man in the Mirror" Não só porque para mim, o retrata de uma forma lindíssima, (e acredito piamente, fiel) mas também porque, do meu ponto de vista, indica como todos deveríamos ser, como deveríamos viver a vida: Se queremos mudar o mundo, mudar a nossa vida, temos de começar por mudar-nos a nós mesmos. Mudar o Homem que vemos ao espelho.
Este é o único cover que ouvi até agora, que eu considero realmente fazer justiça à musica original. Deixo-vos o videoclip. Não deixem de procurar a versão do Michael, porque vale mesmo a pena!

domingo, outubro 4

Música & Letra (2007)


E o meu pedido é: Vejam o filme, para entenderem o contexto do video postado acima;
Aliás vejam, porque é uma boa comédia romântica - como tão bem o Hugh Grant nos habituou, com Notting Hill e O Amor Acontece, e (O meu filme Natalício preferido, de sempre!...Ou quem sabe, o único não-detestável) e Drew Barrymore nos mostrou que era capaz, com o Wedding Singer e A Minha Namorada Tem Amnésia.
No filme, Hugh Grant encarna um cantor que teve os seus anos de glória já há algum tempo, quando nos anos 80 fez parte de uma boys band bastante conhecida (Pop!), mas que, acabou por cair no esquecimento - Sendo o seu outro colega vocalista, o membro a ficar mais conhecido. Drew Barrymore vai tentar ajudá-lo a voltar à ribalta, escrevendo a letra do novo single de uma cantora batsante popular.
É uma história que nos lembra, e muito, o que aconteceu com os "The Wham!" - Quem é que nunca ouviu falar do Gerge Michael e do single "wake me up before you go-go"? Aliás, um excelente videoclip para relembrar. Deixo aqui:

Então e, Andrey Redgeley? Lembra-vos qualquer coisa? Bem, é o nome do segundo vocalista da banda. OU mais conhecido por "o outro gajo dos Wham!"
É uma boa comédia romântica, mas para mim só pelo videoclip inicial já valia a pena. Já não achava tanta piada a um filme assim, há algum tempo.
E pronto, se calhar ando lamechas. Sei lá.
Mas vá, vão ver com a namorada, com a possível futura namorada (quem sabe, devido a este filme! Vá, todos conhecemos o ritual, pede-se umas pipocas, tira-se ao mesmo tempo, "oh desculpa" e pronto, foi criado o clima necessário... A sério, não é propriamente preciso um ritual), com o namorado, ou simplesmemnte sozinhos em casa com um balde de meio quilo de gelado numa Sexta-Feira à noite. Porque não? Também têm de haver filmes assim! Como alternativa a músicas de cortar a veia, venham então as comédias românticas... Eu apoio totalmente...

(Especialmente com o Hugh Jackman. De tronco nú. Essas então? Sempre! Mas isto sou eu. Nota: Rever o "Someone Like You" hehe).
E, claro, vejam o trailer!

quinta-feira, outubro 1

Curtas de Animação (X) - Gopher Broke (2004)

Mais uma curta de animação, (mais que a anterior, estejam descansados), e bastante divertida. Escrita e dirigida por Jeff Fowler, trata de uma toupeira que tenta mil e um estratagemas para arranjar comida. Espero que gostem!

quarta-feira, setembro 16

Morte de Patrick Swayze

Perdemos mais um ícone da história do cinema. Muitos dizem que não tem sido um bom ano para a indústria cinematográfica... Mas se é verdade que perdemos grandes personalidades, também o é que tanto Paul Newman como Charlton Heston tiveram um carreira invejável, e (esperemos que) uma vida realizada. Também Heath Ledger nos deixou cedo demais, mas com pelo menos uma performance que será recordada para sempre, sem favoritismos, no "Dark Knight". E Patrick Swayze não é excepção, pois apesar de também ele ter sido vítima de uma morte prematura, deixou-nos não só uma bela colecção de êxitos de Blockbuster, como uma última série em que nos surpreendeu agradavelmente, com um personagem que não era, de todo, o que esperávamos dele. Vejam a série "The Beast".
Escrevo essencialmente este post para dizer que o Patrick Swayze foi muito mais do que o menino bad boy do Dirty Dancing. O filme que dele gostei mais - e que aconselho vivamente, chama-se Road House. Não faço ideia qual é o nome em Português, mas tenho a certeza que em breve devemos ver uns quantos lançamentos especiais Patrick Swayze, esse há-de surgir.
Deixo-vos o trailer. E se encontrar mais visionamentos extraordinários a relembrar, vou ver se faço referência por aqui, como sempre...
Penso que muito já foi dito. E tentando não seguir demasiado clichés, há alguns que existem por alguma razão...
R.I.P.

domingo, setembro 13

Curtas de Animação (IX) - Harvey Krumpet

Esta curta de animação australiana conta a história de Harvey Krumpet, que nasceu na Polónia em 1922, e a quem, basicamente, acontece quase tudo de mau que é possível acontecer! Narrada por Geoffrey Rush (conhecido por muitos pela sua aparição como Barbossa nos Piratas das Caraíbas), e realizada por Adam Elliot, esta curta fez-me lançar uma ou duas gargalhadas, principalmente com os vários "pop-up's" dos factos incontáveis que Harvey foi descobrindo...
"Some are born great, some achieve greatness, some have greatness thrust upon them
.....and then there are others"
Mais uma história em que a vida é o que fizermos dela... Independentemente dos desafios que nos lancem, das situações mais complicadas que possam surgir... Neste caso, independentemente da doença de Tourette, de sermos atingidos por raios, de sermos ímanes humanos ou lutar contra convicções sociais como nudez pública. Sejam bem-vindos à história de Harvey Krumpet! E não se esqueçam de deixar aí o vosso facto favorito =) De certeza que o Harvey ia agradecer...

Pequenas Indignações (VI) - Jericho

E hoje, terminei a série "Jericho". Não durou muito, sendo que é composta por uma temporada mais sete episódios de uma semi-segunda. Para quem não sabe, nesta série, protagonizada por Skeet Ulrich (conhecido pela sua grande aparição no primeiro Scream, ou Gritos), temos a oportunidade de presenciar um cenário apocalíptico visto através de uma pequena cidade de Kansas - Jericho. Num dia como qualquer outro, com o qual tomamos conhecimento no piloto, existe uma explosão nuclear na cidade de Denver, perto de Jericho, e Jericho fica totalmente isolada do resto do mundo.
Ninguém sabe quem causou a explosão; Se foi a única; Se foi o resultado de um ataque massivo contra os Estados Unidos; Se foi uma catástrofe a nível mundial; Se serão até os últimos sobreviventes de um ataque suicida que tentou exterminar por completo a raça humana e deles depende a sobrevivência da espécie.
Tudo é possível, porque não há maneira de saber o que realmente aconteceu! Entretanto, seguimos todas as tentativas de não causar o pânico na população de Jericho, encontrar respostas, lutar pela sobrevivência, manter a ordem e não deixar o caos instalar-se definitivamente sem electricidade, energia ou comunicações, recorrendo a soluções extremistas ou nunca antes experienciadas.
A série acaba por se focar mais na família Green, da qual faz parte o Mayor, que eu pessoalmente venero como "o líder idealmente humano", a sua mulher e os seus dois filhos, o mais certinho (ou, como veremos mais à frente, talvez não) e o bad boy (Skeet Ulrich), que voltou de uma demanda misteriosa de que ninguém tem conhecimento. Sabe-se que este bad boy tem grandes expertises técnicos, estrategas e, claro!, que continua sexy como sempre. Pronto, se não virem pelo Skeet, vejam pela Ashley Scott...
Esta série mostra que em situações extremas, ninguém é o que parece, o herói transforma-se no vilão e o mais insignificante dos personagens pode eventualmente encontrar-se como sendo o salvador da situação, ninguém se pode dar ao luxo de ser apenas uma pessoa, mas sim uma comunidade que luta, vive, sofre, em conjunto.
Não vou contar mais nada porque... Não faz grande sentido. Espero que chegue para aguçar a curiosidade. Mas não é só esse o objectivo do post: Esta série foi cancelada logo na primeira temporada. Mais uma vez: Incompreensivelmente! Graças ao apoio de milhões de fãs, e a uma das maiores campanhas alguma vez vistas (foram enviadas para a sede da CBS, com "Nuts!" nas caixas, com as cascas de cerca de 8 milhões de amendoins, devido ao final da primeira temporada - A não perder) a série voltou ao ar, para uma segunda temporada com apenas 7 episódios: Que não chegou para responder nem a metade das perguntas, nem para aproveitar todo o potencial que esta série tinha, e continua a ter. Como é que uma série que pelo menos não pode ser assim tão má, é cancelada? Para os possíveis fãs: Fala-se de realizar um filme talvez para o ano, ou continuar a história em BD. Nada contra... Mas mesmo assim, não se percebe.
"Nuts!"
Como curiosidade: No início de cada episódio, ao aparecer o título " Jericho", aparecem várias mensagens diferentes, em código morse, relacionadas com os diferentes episódios.
Eu gostei imenso da série: Achei que para além da premissa particularmente aliciante, tinha bons personagens (com interacções bastante credíveis, o que nem sempre acontece), grandes cenas de acção (que convenhamos, dá sempre aquele
feeling de excitação e... nice!).
É emotiva, tem uma boa banda sonora, boas interpretações, e faz-nos pensar numa série de coisas.... Vejam por vocês mesmos...
E se tudo isto não chegou para convencer ninguém, vejam o pequeno vídeo que está em baixo, com as essenciais "100 razões para gostar de Jericho":
I rest my case!

sábado, setembro 12

Curtas de Animação (VIII) Lavatory Lovestory (2007)

Depois de algum tempo sem curtas (custou, mas foi...) aqui fica mais uma, que eu já devia ter postado há mais tempo...
É uma curta de animação russa, realizada por Konstantin Bronzit, e deve ser a curta com o visual mais simples que já visionei. A história é igualmente simples, romântica, mas muito terra-a-terra, claramente a representar o romance dos tempos modernos. O facto de ser muda apenas lhe acrescenta valor.
Foi nomeada para os óscares de 2009, juntamente com a "La Maison Des Petits Cubes", contra a qual perdeu, o que eu considero como astante justo. Mas permanece uma curta de animação... Vá, vamos lá, muitíssimo doce...!

quinta-feira, setembro 10

The Prestige, 2006

Sinceramente, não sei como é que consegui passar tanto tempo sem falar deste filme. Aliás, este acaba por ser um post 2 em 1, já que o livro, por Christopher Priest, também deve aqui ser homenageado. (Tanto quanto o que aqui se apresenta se pode considerar como homenagens! Eu penso que sim, mas claro sou mais que suspeita)
Infelizmente (ou não) vi o filme antes de ler o livro. Mas a curiosidade apertou, e o livro estava simplesmente a gritar-me que o desfolhasse, que o devorasse com tudo o que me fosse na alma, e foi isso que fiz. E nunca pensei que gostasse tanto!
Por vezes, cometemos o erro de pensar que ver um filme ou ler o livro vai dar ao mesmo. (Pronto, eu não costumo fazer isso. Shame on you all...) Na maior parte dos casos, tanto os argumentistas como os realizadores tentam transformar o filme numa coisa diferente: Algo que se suporte por si só, sem haver necessidade de recorrer ao livro, ou de o ter lido; Mas que consiga manter a mesma "essência", por assim dizer.
Christopher Nolan (responsável já por grandes obras-primas cinematográficas como Memento, Batman Begins e Dark Knight - Como realizador E Argumentista, que a meu ver torna o senhor no mínimo, cool) não podia ter feito melhor trabalho!
Prestige - O Terceiro Passo (sim, nós temos esta mania de acrescentar frases a seguir ao nome do filme - Nunca percebi. Prestige era curto demais? Não chegava para aguçar a curiosidade?) conta a história de dois mágicos que levam a rivalidade profissional a um nível pessoal muito mais elevado do que se poderia esperar, devido a um acidente trágico em que Angier culpa Bale pela morte da sua mulher. Já só pensam em ultrapassar-se mutuamente em todos os espectáculos que fazem, imitando cenários, sabotando e roubando truques, numa luta constante que perturba de tão intrínseca e renhida. E como não podia deixar de ser, trágica e envolvente. Como palavras-chave podemos facilmente descrever: Obsessão, segredo e sacrifício. Temos a oportunidade de ver o mundo da magia de uma persepectiva única e assombrosamente dura.
"The man stole my life. I steal his trick."
Os actores escolhidos para os papéis estiveram, simplesmente, perfeitos: Hugh Jackman (Para sempre Wolverine), como Robert Angier e Christian Bale (claro, para sempre Batman) como Alfred Borden, Michael Caine numa aparição mais pequena mas de grande valor, David Bowie (esse mesmo), Andy Serkis (Sim, o nosso Gollum do Senhor dos Anéis), e Scarlett Johanson que a meu ver poderia ter dado uma maior contribuição ao filme.
Há quanto tempo não vêm um filme com um final verdadeiramente surpreendente? Eu já não via há algum tempo. Mas este confesso que quase me fez bater palmas no cinema (Felizmente que há um grande respeito pelo silêncio nas salas de cinema!), e escrever uma carta de agradecimento por finalmente um filme recente me dar o gozo que deu!
E notemos: O livro é igualmente extraordinário... Mas bastante diferente. Não sei se alguma vez tinha ficado tão arrepiada a ler um livro, e digo isto de MEDO mesmo. Um final verdadeiramente creepy, em que se alguém me viesse tocar no ombro na altura eu tinha dado um salto nada pequeno...
Se se deixarem mesmo envolver no romance, e quer tenham visto o filme antes, ou não, vão adorar - Está garantido.
E claro, aqui fica o trailer - para ver e chorar por mais...

sexta-feira, agosto 21

Escritor do Dia: Haruki Murakami

Li, num só dia, o último livro que adquiri de Haruki Murakami: Sputnik, Meu Amor. Pessoalmente, acho sempre os titulos dos seus livros no mínimo, sugestivos... E encontro neles sempre um gosto de fantástico, uma sugestão de insanidade mental e de instabilidade severamente distribuída para fazer o mínimo de sentido.
Com Kafka à beira-mar, passei as muitas páginas a pensar que tinha chegado ao Livro Twilight Zone: O que raio se está a passar aqui? Cheguei ao final e respirei bem fundo! Com After Dark - Passageiros da Noite, senti-me num filme alternativo em que as imagens eram, apesar de apelativas, difusas e desconcertantes; A Sul da Fronteira, a Oeste do Sol despertou em mim uma ternura pelos personagens principais, pelo amor nunca realizado e perdido...
Sputnik, Meu Amor trata da história de Sumire, uma rapariga de 20 anos que deixou a faculdade por aspirar a ser escritora. Sumire apaixona-se por uma mulher mais velha, Miu, que aparece repentinamente na sua vida e a convida para trabalhar consigo. A história é narrada por um jovem referido apenas como "K", que está apaixonado por Sumire. É um amor não correspondido, mas Sumire considera K o seu maior confidente.
O livro foca alguns aspectos importantes de relações humanas: Como nunca conhecemos realmente ninguém, incluindo nós próprios e a pessoa com quem estamos. A solidão, como nos seus anteriores romances, está bastante presente, tal como a escolha entre o que sonhamos ser e os sacrifícios que acabamos por ter de realizar para conseguirmos integrar-nos na sociedade.
"Por fim, começou a contar a história. Pouco a pouco, cada fragmento de cada vez. Algumas partes ganharam vida própria, outras nunca chegaram a desenvolver-se. Do relato faziam parte os inevitáveis saltos e lacunas, alguns deles eivados de um significado muito especial. No papel de narradora, a minha tarefa consiste agora em ir reunindo - aos poucos - esses elementos num todo coerente"
Este livro fascinou-me do princípio ao fim! Surpreendeu-me com o seu final muito David Lynch (mas notemos, muito menos frustrante, se é que podemos caracterizar algo como David Lynchiano sem ser pelo menos um bocadinho frustrante) e com a história pouco usual que nos dá a conhecer.

Não tão a puxar para o "fantástico" como os seus outros romances, Sputnik, meu amor foi uma óptima leitura, que nos faz querer ler mais e mais deste escritor, que consegue sempre, no mínimo surpreender-nos... Eu pessoalmente já tinha uma certa saudade de gostar tanto de ler um livro! Aproveitem o Verão e surpreendam-se!

quinta-feira, agosto 13

Grey's Anatomy - Revisited

A pergunta é: O que torna "Grey's Anatomy" uma série especial, diferente das outras?
Ponto assente: Gosto! Top dos tops? Ups, isso já não sei... Se gosto de ver "séries de médicos"? por acaso, até esta chegar, nem por isso... Mas esta não é propriamente uma série de médicos, pois não? É uma série de pessoas... O que sentem, os problemas e dramas pessoais, tão reais como os nossos, para além de salvarem (e "perderem") vidas todos os dias. Esta série traz consigo a noção, bastante real, que médicos são pessoas tão normais (ou menos) que todos nós, que cometem os mesmos erros como one-night-stands, discussões mesquinhas, divórcios inacabados, dificuldades financeiras, relações no local de trabalho...
O que é fantástico nesta série? A emoção. Tenho muita pena meus amigos mas sejam ou não sentimentalistas - e eu sou, muito - vocês vão ficar ligados a estes personagens, vão sentir tudo o que bom ou mau acontece na vida de cada um deles, vão querer bater em alguns, abraçar outros...
O que ajuda - e muito - à emoção, é a música. Ora, isto não é novidade para ninguém, todos nós sabemos a diferença que não faz uma musiquinha dramática num momento crítico... Mas nesta série... Estamos a ouvir a música e parece-nos sempre perfeita para o que se está a passar naquele momento. Já não sabemos bem se estamos tristes/alegres/desanimados pela música ou pelo resto. E tem muita da que eu gosto de chamar ...
Sim, a banda sonora de Grey's Anatomy pode ser de ouvir e chorar por mais... Mas é a maneira como é utilizada, e o seu timing, que a faz um auxiliar tão magistral ao longo das várias temporadas.
Personagens? Exist
em muitos, e diversos tipos... Penso que eles tentaram cobrir vários backgrounds, diferentes personalidades... e com sucesso... Mas devo, claro está, apontar uma coisa: Nunca se viram tantos cirurgiões com cara de super-modelos... E sexy's... Pelo amor de deus, a Katherine Heigl como cirurgiã? Ainda estou para perceber como é que me convenceram a mim disso...
Esta última temporada foi.. estranha é a palavra... Se há coisa que me faz muita confusão quando estou a seguir uma série (qualquer uma) é ter a impressão que os escritores não sabem muito bem onde é que estão a ir, e o resultado é "o engonhanço" E gente, isso não faz bem a ninguém... Tudo bem, voltou o Denny, que eu, e acho que toda a população feminina, agradecemos, mas parecia que... Não se chegava a lado nenhum! O George, que eu sempre achei que tinha um potencial enorme, desapareceu completamente... Para o desfecho que se viu. Quer dizer, já não acham utilidade para o rapaz, estragam a personagem e depois, pronto... Está feito? Daqui lavamos as nossas mãos? (E mais uma vez OBRIGADO pelo Kevin McKidd... Mas não od eixem desaparecer! Seria uma pena!)
Enfim, penso que se fartaram de estragar histórias de personagens em detrimento de outras que não eram assim tão mais apaixonantes. Na minha opinião? Perderam-se! Não estou assim tão ansiosa para ver a próxima temporada... Mas claro, vai ter de ser :D pode ser que recuperem! Mas é difícil criar uma imagem mais marcante do que a Katherine com o seu vestido rosa... Temos que lhes dar isso, como é que se arranja melhor final?
(Tenho visto ER, e tenho a dizer... Parece-me muito mais com uma "série de médicos", estou mesmo a adorar a série :-) Mas deixar de ver Grey's anatomy? Nop, não senhor, isso não há-de acontecer! Simplesmente, são diferentes... ER tem um aspecto mais,..rudimentar, selvagem, frenético, que eu adoro... Grey's Anatomy é mais... "limpinha". Mas uma coisa é certa: No dia em que tirarem a Bailey, eu deixo de ver! De certezinha absoluta!)

terça-feira, agosto 11

John Mellencamp

Mas é que já não se fazem mesmo músicas destas!! Aproveitem e arranjem a "small town" e "hurts so good" Claramente que nasci na década errada...

terça-feira, agosto 4

Dirty Harry (1971) Vs. Gran Torino (2008)

Primeiro ponto a ficar assente: O Clint é o MAIOR, ok?Temos n filmes que nos foi deixando como fantásticos legados, desde os mais antigos como "por um punhado de dólares", "o bom o mau e o vilão", "escape from alcatraz" e "pontes de madison county" aos mais recentes como "million dollar baby", "imperdoável", "mystic river", "a troca" ou "flags from our fathers" e "letters from iwo jima", q ainda não vi mas mal posso esperar...
Mas claro, é impossível não recordar Clint Eastwood na sua aparição constante (Quantos filmes foram mesmo? Cinco?) como o Inspector Harry Callahan a.k.a. Dirty Harry. Vi o primeiro e temos que dar a mão à palmatória aqui... Não vou tão longe como dizer "o melhor de sempre" mas digo sim - inesquecível! Aliás, mesmo que o filme fosse terrível, valia a pena só pelo clássico momento:

"I know what you're thinking. Well, to tell you the truth, in all this excitement I kind of lost track myself. But being as this is a .44 Magnum, the most powerful handgun in the world, and would blow your head clean off, you've got to ask yourself one question: Do You Feel Lucky? Well, do ya, Punk?"

Impagável...
Quanto ao Gran Torino, depois de uma bela sessão de cinema já começada bem pela noite adentro, com uma taça de pipocas e com algumas posições mais confortáveis que outras, Gran Torino foi uma surpresa. As gargalhadas que acaba por provocar (não são para todos, mas para mim tenho a certeza que sim) e a ligação emocional que relutantemente reconhecemos no ecrã, juntamente com o grande actor que (ainda) é Clint Eastwood, fazem-nos apreciar o filme muito mais do que qualquer outro filme com as mesmas quase duas horas...

Uma das coisas que gosto mais neste filme é a parte "moral", a parte que nos diz que até mesmo uma personagem tão inflexível como o Walt criado por Clint tem a capacidade de reconhecer que tem estado errado, e está disposto a provar isso até ao final.
A presença do Gran Torino, ao longo de todo o filme está, a meu ver, excelente. E até eu, que não percebo rigorosamente nada de carros excepto que têm uma determinada cor, matrícula, quatro rodas e motor, fiquei com vontade de ficar com ele para mim.
Clint Eastwood aparece no ecrã, dizem que pela última vez como actor, verdadeiramente envelhecido. Os anos passaram realmente e, embora já tenhamos ficado com essa impressão no seu grande Million Dollar Baby, aqui temos a confirmação absoluta: O tempo já não volta atrás. Ficamos assim com todas as grandes películas que nos deixou, e as que ainda deixará decerto da sua autoria. Mas lembremos para sempre, as grandes personagens que criou, como actor e realizador, que nos marcaram a memória e que vamos relembrar para sempre.
Se Gran Torino é um revival de Dirty Harry? Bem, com certeza que não podemos deixar de ligar uma personagem à outra. Há demasiadas semelhanças. Mas prefiro pensar que, mais uma vez, conseguiu-se criar algo totalmente novo, e que este filme foi um dos não muitos deste ano que se mostrará futuramente, um a recordar.

sexta-feira, julho 31

Pequenas Indignações (V)

OK, vamos lá a falar a sério por aqui. Já reparei que há uma espécie de dogma em relação a... vamos dizer....filmes antigos...
Mas o que é ao certo,"antigo"? Há quem considere qualquer filme antes do ano 2000 antigos, neste momento... Claro que há padrões e padrões... Há quem considere que o que conta é: será o filme a preto e branco, ou não? É que se for, tem escrito "aborrecido" a todo o comprimento da caixa de dvd...
Claro que, de certeza absoluta, que no que toca a filmes "fixes" já não há cá antiguidades... Ora bem, quando é que ouvi alguém dizer que "ah e tal não gostei do padrinho porque é antigo" Não se ouve!! O gajo mais intelectualmente desafiante vai dizer que é fixe e que é um ganda filme e que o Al Pacino "rula"! E, pronto... Eu tenho que dizer... Estamos a falar de um filme de 1972. Calma! Não estão já a ver o filme de outra maneira? Hum... Talvez seja demasiado antigo para se gostar... Já me cheira aqui a filme nerd...
Vamos lá a ver... Mais uma vez, tenho que deixar bem assente aqui que quem perde não somos nós que temos a capacidade de reconhecer a alta qualidade de um filme, sendo ele de que década fôr, realizando degradês à escolha, independentemente dos actores serem ou não conhecidos, o cenário ser ou não interactivo e com efeitos especiais de última geração e com maior ou menor acompanhamento musical com baterias e sons metálicos.
Quem perde não somos nós, que conseguimos identificar os grandes realizadores e as grandes obras-primas do cinema internacional, e entender que para conseguir dizer que um filme é bom ou não, temos de conseguir vê-lo todo. Já disse isto aqui? É possível... E mantenho...
Mas querem mesmo fazer isso? Rejeitar obras-prima como "12 Angry Men", "Casablanca", "Vertigo" (ou Hitchcock em geral), "Planeta dos macacos" (Ou pior, Charlton Heston de todo), "O Bom, o Mau e o Vilão", "Cinema Paraíso", "the graduate", "E Tudo o vento levou", "Scarface", "Dirty harry", "Alien"..... E tantos, tantos mais!
Mas vamos todos fazer isso! Vamos colocar toda uma barreira num ano particular e dizer "A partir daqui não vejo!" e tornar-nos carcaças intelectuais, sem capacidade mental de evoluir para um nível um pouco mais superior do que o meu primo de 10 anos que enruga a testa e diz "não tem côr"? Não, não vamos!! Eu pelo menos, não era capaz... E vocês?
Não façam isso... Não se privem a vocês mesmo de incontáveis anos da história do cinema e de filmes que não são chamados "os melhores de sempre" por acaso... Não deixem de criar bases de valor, para que ao avaliar alguma coisa possam realmente ter noção do que já foi feito, do quanto nos estão a tentar enganar com um filmezinho que parece fantástico mas que afinal é um simples remake e que de criatividade não tem nada...
Não deixem de crescer intelectualmente, não deixem de admitir a vocês próprios que não tinham razão e que ter cultura é óptimo, seja em que sentido fôr... Vejam os vossos filmes mais recentes com os tais actores conhecidos e humor de casa-de-banho, ou efeitos super-avançados - Eu faço o mesmo! Adorei a ressaca! Vi os Transformers e disse "Sim senhor" no final! - mas não ponham de lado os grandes clássicos. Porque esses... É garantido... Vão durar para sempre!

terça-feira, julho 28

Curtas de Animação (VII) - Lifted

Mais uma hilariante curta de Animação da Pixar!

segunda-feira, julho 27

Joan Amatrading - I Love It (When you call me names)

Depois de estar apaixonada, anos a fio, pela música "Weakness In Me", descobri o grande álbum "greatest hits". Esta é uma das músicas que mais uma vez me apanhou desprevenida. Espero que gostem.

quarta-feira, julho 22

Hitchcock's Psycho, 1960

Ora bem, já era tempo... Disseram-me há pouco tempo "Já não vejo um filme de terror decente há imenso tempo". Bem, aqui está ele. A obra prima dos filmes de terror.
"Psycho"
Para mim, não há melhor que este. Talvez haja ao mesmo nível (talvez...), mas não há melhor. Claro que, sendo este um filme de Hitchcock, pode-se esperar o mais inesperado; Sabemos que terá de haver algum assassino; Alguém terá de morrer; E claro, podemos esperar pela aparição tradicional do Director nos primeiros 20 minutos do filme =)
É o chamado thriller psicológico porque MEXE connosco, com a nossa cabeça, que queiramos ou não - Isto se decidirmos seguir, à risca, todas as instruções (claríssimas) do mestre do suspense, na altura em que o filme estreou, e relembrarmos as grandes estratégias de Marketing utilizadas para o promover - Uma imagem
(em baixo) em cartão do senhor, a proibir a entrada tardia no filme; Conseguiu colocar seguranças dentro das salas de cinema para impedir que alguém entrasse após o filme ter começado;
Não houve qualquer tipo de informação para a im
prensa acerca da história do filme, em que romance foi baseado, nomes de personagens, enredo... Apenas o nome "Janet Leigh" veio ao de cima, propositadamente, de modo a suscitar um certo interesse, e ainda assim manter o mistério. Anthony Perkins fez aqui a sua primeira e grandiosa aparição no grande ecrã, e apesar de ficar para sempre "apegado" à personagem de Norman Bates, impulsionou claramente esse movimento, ao aceitar fazer os seguintes filmes da série, já não realizados por Hitchcock: Psycho 2, 3 e 4. Vera Miles foi recordada sempre por este papel, entre outros.
O trailer não revela também qualquer informaç
ão, mostrando apenas a figura notável do realizador passseando por cenários e fazendo comentários totalmente desinteressantes que chegam a ser intrigantes. Imagino o senhor a achar um piadão ao que estava a fazer... A gozar com a cara das pessoas assim, à descarada.Mas mesmo assim, resultou!
Todos os que entravam nas várias salas pelo mundo afora para ver "Psycho", não chegaram a ter qualquer ideia pré-formada, não esperavam um filme mais assim ou assado, e pedia-se que após o visionamento não contassem nada a ninguém sobre o que viram.
Eu nunca contei - Porque para mim, faz todo o sentido.
Só não faço isso hoje em dia com todos os filmes (ligar a televisão, ou comprar um bilhete, sem expectativas de qualquer género) porque, convenhamos, há algum tempo que não se fazem filmes como o Psycho. Temos de nos contentar com os vários "Mitos Urbanos", , "amaldiçoados", "gothika" que encontramos por aí, todos eles igualmente chamados de thrillers psicológicos. A sério? É por isto que acabo por ir rever as antiguidades que (felizmente) tenho por aqui...
"Psycho" entranha-se aos poucos na nossa pele, arrepia-nos e vamos relembrá-lo para sempre! Mas sigam as instruções do Mestre - E vá, as minhas! - Ele sabia bem o que estava a fazer...


segunda-feira, julho 20

The Hollies - He Ain't Heavy, He's My Brother

Temos aqui mais um momentinho musical... Eu só conhecia a "All I need is the Air that I Breathe". (perdoem-me a ignorância!) Mas esta é qualquer coisa... Uma boa surpresa! Belos oldies =)

sábado, julho 18

Curtas de Animação (VI) - Father and Daughter

Esta curta de animação ganhou o óscar da Academia em 2000 - Não que, hoje em dia, isso seja assim um prestígio tão grande quanto isso. É a minha opinião ;) Mas há q ser considerado, mesmo assim...
De qualquer das formas, achei-a lindíssima e tocou-me a um nível pessoal - em parte devido a toda a parte instrumental! Espero que gostem.


domingo, julho 12

Curtas de Animação (V) - Yellow Sticky Notes (2008)

O Realizador Jeff Chiba Stearns, é o autor desta curta de animação, constituída por 2300 dos seus post-its que deixava por todo o lado, como listas "para fazer". Resolveu reconstituir o seu percurso de animação ao longo desta curta, misturando texto, imagens desenhadas à mão e acompanhamento musical por Genevieve Vincent. Foi um competidor oficial no 2008 Tribeca Film Festival. Mas ora bem, ora bem.. Palavras para quê?