quinta-feira, agosto 13

Grey's Anatomy - Revisited

A pergunta é: O que torna "Grey's Anatomy" uma série especial, diferente das outras?
Ponto assente: Gosto! Top dos tops? Ups, isso já não sei... Se gosto de ver "séries de médicos"? por acaso, até esta chegar, nem por isso... Mas esta não é propriamente uma série de médicos, pois não? É uma série de pessoas... O que sentem, os problemas e dramas pessoais, tão reais como os nossos, para além de salvarem (e "perderem") vidas todos os dias. Esta série traz consigo a noção, bastante real, que médicos são pessoas tão normais (ou menos) que todos nós, que cometem os mesmos erros como one-night-stands, discussões mesquinhas, divórcios inacabados, dificuldades financeiras, relações no local de trabalho...
O que é fantástico nesta série? A emoção. Tenho muita pena meus amigos mas sejam ou não sentimentalistas - e eu sou, muito - vocês vão ficar ligados a estes personagens, vão sentir tudo o que bom ou mau acontece na vida de cada um deles, vão querer bater em alguns, abraçar outros...
O que ajuda - e muito - à emoção, é a música. Ora, isto não é novidade para ninguém, todos nós sabemos a diferença que não faz uma musiquinha dramática num momento crítico... Mas nesta série... Estamos a ouvir a música e parece-nos sempre perfeita para o que se está a passar naquele momento. Já não sabemos bem se estamos tristes/alegres/desanimados pela música ou pelo resto. E tem muita da que eu gosto de chamar ...
Sim, a banda sonora de Grey's Anatomy pode ser de ouvir e chorar por mais... Mas é a maneira como é utilizada, e o seu timing, que a faz um auxiliar tão magistral ao longo das várias temporadas.
Personagens? Exist
em muitos, e diversos tipos... Penso que eles tentaram cobrir vários backgrounds, diferentes personalidades... e com sucesso... Mas devo, claro está, apontar uma coisa: Nunca se viram tantos cirurgiões com cara de super-modelos... E sexy's... Pelo amor de deus, a Katherine Heigl como cirurgiã? Ainda estou para perceber como é que me convenceram a mim disso...
Esta última temporada foi.. estranha é a palavra... Se há coisa que me faz muita confusão quando estou a seguir uma série (qualquer uma) é ter a impressão que os escritores não sabem muito bem onde é que estão a ir, e o resultado é "o engonhanço" E gente, isso não faz bem a ninguém... Tudo bem, voltou o Denny, que eu, e acho que toda a população feminina, agradecemos, mas parecia que... Não se chegava a lado nenhum! O George, que eu sempre achei que tinha um potencial enorme, desapareceu completamente... Para o desfecho que se viu. Quer dizer, já não acham utilidade para o rapaz, estragam a personagem e depois, pronto... Está feito? Daqui lavamos as nossas mãos? (E mais uma vez OBRIGADO pelo Kevin McKidd... Mas não od eixem desaparecer! Seria uma pena!)
Enfim, penso que se fartaram de estragar histórias de personagens em detrimento de outras que não eram assim tão mais apaixonantes. Na minha opinião? Perderam-se! Não estou assim tão ansiosa para ver a próxima temporada... Mas claro, vai ter de ser :D pode ser que recuperem! Mas é difícil criar uma imagem mais marcante do que a Katherine com o seu vestido rosa... Temos que lhes dar isso, como é que se arranja melhor final?
(Tenho visto ER, e tenho a dizer... Parece-me muito mais com uma "série de médicos", estou mesmo a adorar a série :-) Mas deixar de ver Grey's anatomy? Nop, não senhor, isso não há-de acontecer! Simplesmente, são diferentes... ER tem um aspecto mais,..rudimentar, selvagem, frenético, que eu adoro... Grey's Anatomy é mais... "limpinha". Mas uma coisa é certa: No dia em que tirarem a Bailey, eu deixo de ver! De certezinha absoluta!)

terça-feira, agosto 11

John Mellencamp

Mas é que já não se fazem mesmo músicas destas!! Aproveitem e arranjem a "small town" e "hurts so good" Claramente que nasci na década errada...

terça-feira, agosto 4

Dirty Harry (1971) Vs. Gran Torino (2008)

Primeiro ponto a ficar assente: O Clint é o MAIOR, ok?Temos n filmes que nos foi deixando como fantásticos legados, desde os mais antigos como "por um punhado de dólares", "o bom o mau e o vilão", "escape from alcatraz" e "pontes de madison county" aos mais recentes como "million dollar baby", "imperdoável", "mystic river", "a troca" ou "flags from our fathers" e "letters from iwo jima", q ainda não vi mas mal posso esperar...
Mas claro, é impossível não recordar Clint Eastwood na sua aparição constante (Quantos filmes foram mesmo? Cinco?) como o Inspector Harry Callahan a.k.a. Dirty Harry. Vi o primeiro e temos que dar a mão à palmatória aqui... Não vou tão longe como dizer "o melhor de sempre" mas digo sim - inesquecível! Aliás, mesmo que o filme fosse terrível, valia a pena só pelo clássico momento:

"I know what you're thinking. Well, to tell you the truth, in all this excitement I kind of lost track myself. But being as this is a .44 Magnum, the most powerful handgun in the world, and would blow your head clean off, you've got to ask yourself one question: Do You Feel Lucky? Well, do ya, Punk?"

Impagável...
Quanto ao Gran Torino, depois de uma bela sessão de cinema já começada bem pela noite adentro, com uma taça de pipocas e com algumas posições mais confortáveis que outras, Gran Torino foi uma surpresa. As gargalhadas que acaba por provocar (não são para todos, mas para mim tenho a certeza que sim) e a ligação emocional que relutantemente reconhecemos no ecrã, juntamente com o grande actor que (ainda) é Clint Eastwood, fazem-nos apreciar o filme muito mais do que qualquer outro filme com as mesmas quase duas horas...

Uma das coisas que gosto mais neste filme é a parte "moral", a parte que nos diz que até mesmo uma personagem tão inflexível como o Walt criado por Clint tem a capacidade de reconhecer que tem estado errado, e está disposto a provar isso até ao final.
A presença do Gran Torino, ao longo de todo o filme está, a meu ver, excelente. E até eu, que não percebo rigorosamente nada de carros excepto que têm uma determinada cor, matrícula, quatro rodas e motor, fiquei com vontade de ficar com ele para mim.
Clint Eastwood aparece no ecrã, dizem que pela última vez como actor, verdadeiramente envelhecido. Os anos passaram realmente e, embora já tenhamos ficado com essa impressão no seu grande Million Dollar Baby, aqui temos a confirmação absoluta: O tempo já não volta atrás. Ficamos assim com todas as grandes películas que nos deixou, e as que ainda deixará decerto da sua autoria. Mas lembremos para sempre, as grandes personagens que criou, como actor e realizador, que nos marcaram a memória e que vamos relembrar para sempre.
Se Gran Torino é um revival de Dirty Harry? Bem, com certeza que não podemos deixar de ligar uma personagem à outra. Há demasiadas semelhanças. Mas prefiro pensar que, mais uma vez, conseguiu-se criar algo totalmente novo, e que este filme foi um dos não muitos deste ano que se mostrará futuramente, um a recordar.

sexta-feira, julho 31

Pequenas Indignações (V)

OK, vamos lá a falar a sério por aqui. Já reparei que há uma espécie de dogma em relação a... vamos dizer....filmes antigos...
Mas o que é ao certo,"antigo"? Há quem considere qualquer filme antes do ano 2000 antigos, neste momento... Claro que há padrões e padrões... Há quem considere que o que conta é: será o filme a preto e branco, ou não? É que se for, tem escrito "aborrecido" a todo o comprimento da caixa de dvd...
Claro que, de certeza absoluta, que no que toca a filmes "fixes" já não há cá antiguidades... Ora bem, quando é que ouvi alguém dizer que "ah e tal não gostei do padrinho porque é antigo" Não se ouve!! O gajo mais intelectualmente desafiante vai dizer que é fixe e que é um ganda filme e que o Al Pacino "rula"! E, pronto... Eu tenho que dizer... Estamos a falar de um filme de 1972. Calma! Não estão já a ver o filme de outra maneira? Hum... Talvez seja demasiado antigo para se gostar... Já me cheira aqui a filme nerd...
Vamos lá a ver... Mais uma vez, tenho que deixar bem assente aqui que quem perde não somos nós que temos a capacidade de reconhecer a alta qualidade de um filme, sendo ele de que década fôr, realizando degradês à escolha, independentemente dos actores serem ou não conhecidos, o cenário ser ou não interactivo e com efeitos especiais de última geração e com maior ou menor acompanhamento musical com baterias e sons metálicos.
Quem perde não somos nós, que conseguimos identificar os grandes realizadores e as grandes obras-primas do cinema internacional, e entender que para conseguir dizer que um filme é bom ou não, temos de conseguir vê-lo todo. Já disse isto aqui? É possível... E mantenho...
Mas querem mesmo fazer isso? Rejeitar obras-prima como "12 Angry Men", "Casablanca", "Vertigo" (ou Hitchcock em geral), "Planeta dos macacos" (Ou pior, Charlton Heston de todo), "O Bom, o Mau e o Vilão", "Cinema Paraíso", "the graduate", "E Tudo o vento levou", "Scarface", "Dirty harry", "Alien"..... E tantos, tantos mais!
Mas vamos todos fazer isso! Vamos colocar toda uma barreira num ano particular e dizer "A partir daqui não vejo!" e tornar-nos carcaças intelectuais, sem capacidade mental de evoluir para um nível um pouco mais superior do que o meu primo de 10 anos que enruga a testa e diz "não tem côr"? Não, não vamos!! Eu pelo menos, não era capaz... E vocês?
Não façam isso... Não se privem a vocês mesmo de incontáveis anos da história do cinema e de filmes que não são chamados "os melhores de sempre" por acaso... Não deixem de criar bases de valor, para que ao avaliar alguma coisa possam realmente ter noção do que já foi feito, do quanto nos estão a tentar enganar com um filmezinho que parece fantástico mas que afinal é um simples remake e que de criatividade não tem nada...
Não deixem de crescer intelectualmente, não deixem de admitir a vocês próprios que não tinham razão e que ter cultura é óptimo, seja em que sentido fôr... Vejam os vossos filmes mais recentes com os tais actores conhecidos e humor de casa-de-banho, ou efeitos super-avançados - Eu faço o mesmo! Adorei a ressaca! Vi os Transformers e disse "Sim senhor" no final! - mas não ponham de lado os grandes clássicos. Porque esses... É garantido... Vão durar para sempre!

terça-feira, julho 28

Curtas de Animação (VII) - Lifted

Mais uma hilariante curta de Animação da Pixar!

segunda-feira, julho 27

Joan Amatrading - I Love It (When you call me names)

Depois de estar apaixonada, anos a fio, pela música "Weakness In Me", descobri o grande álbum "greatest hits". Esta é uma das músicas que mais uma vez me apanhou desprevenida. Espero que gostem.

quarta-feira, julho 22

Hitchcock's Psycho, 1960

Ora bem, já era tempo... Disseram-me há pouco tempo "Já não vejo um filme de terror decente há imenso tempo". Bem, aqui está ele. A obra prima dos filmes de terror.
"Psycho"
Para mim, não há melhor que este. Talvez haja ao mesmo nível (talvez...), mas não há melhor. Claro que, sendo este um filme de Hitchcock, pode-se esperar o mais inesperado; Sabemos que terá de haver algum assassino; Alguém terá de morrer; E claro, podemos esperar pela aparição tradicional do Director nos primeiros 20 minutos do filme =)
É o chamado thriller psicológico porque MEXE connosco, com a nossa cabeça, que queiramos ou não - Isto se decidirmos seguir, à risca, todas as instruções (claríssimas) do mestre do suspense, na altura em que o filme estreou, e relembrarmos as grandes estratégias de Marketing utilizadas para o promover - Uma imagem
(em baixo) em cartão do senhor, a proibir a entrada tardia no filme; Conseguiu colocar seguranças dentro das salas de cinema para impedir que alguém entrasse após o filme ter começado;
Não houve qualquer tipo de informação para a im
prensa acerca da história do filme, em que romance foi baseado, nomes de personagens, enredo... Apenas o nome "Janet Leigh" veio ao de cima, propositadamente, de modo a suscitar um certo interesse, e ainda assim manter o mistério. Anthony Perkins fez aqui a sua primeira e grandiosa aparição no grande ecrã, e apesar de ficar para sempre "apegado" à personagem de Norman Bates, impulsionou claramente esse movimento, ao aceitar fazer os seguintes filmes da série, já não realizados por Hitchcock: Psycho 2, 3 e 4. Vera Miles foi recordada sempre por este papel, entre outros.
O trailer não revela também qualquer informaç
ão, mostrando apenas a figura notável do realizador passseando por cenários e fazendo comentários totalmente desinteressantes que chegam a ser intrigantes. Imagino o senhor a achar um piadão ao que estava a fazer... A gozar com a cara das pessoas assim, à descarada.Mas mesmo assim, resultou!
Todos os que entravam nas várias salas pelo mundo afora para ver "Psycho", não chegaram a ter qualquer ideia pré-formada, não esperavam um filme mais assim ou assado, e pedia-se que após o visionamento não contassem nada a ninguém sobre o que viram.
Eu nunca contei - Porque para mim, faz todo o sentido.
Só não faço isso hoje em dia com todos os filmes (ligar a televisão, ou comprar um bilhete, sem expectativas de qualquer género) porque, convenhamos, há algum tempo que não se fazem filmes como o Psycho. Temos de nos contentar com os vários "Mitos Urbanos", , "amaldiçoados", "gothika" que encontramos por aí, todos eles igualmente chamados de thrillers psicológicos. A sério? É por isto que acabo por ir rever as antiguidades que (felizmente) tenho por aqui...
"Psycho" entranha-se aos poucos na nossa pele, arrepia-nos e vamos relembrá-lo para sempre! Mas sigam as instruções do Mestre - E vá, as minhas! - Ele sabia bem o que estava a fazer...


segunda-feira, julho 20

The Hollies - He Ain't Heavy, He's My Brother

Temos aqui mais um momentinho musical... Eu só conhecia a "All I need is the Air that I Breathe". (perdoem-me a ignorância!) Mas esta é qualquer coisa... Uma boa surpresa! Belos oldies =)

sábado, julho 18

Curtas de Animação (VI) - Father and Daughter

Esta curta de animação ganhou o óscar da Academia em 2000 - Não que, hoje em dia, isso seja assim um prestígio tão grande quanto isso. É a minha opinião ;) Mas há q ser considerado, mesmo assim...
De qualquer das formas, achei-a lindíssima e tocou-me a um nível pessoal - em parte devido a toda a parte instrumental! Espero que gostem.


domingo, julho 12

Curtas de Animação (V) - Yellow Sticky Notes (2008)

O Realizador Jeff Chiba Stearns, é o autor desta curta de animação, constituída por 2300 dos seus post-its que deixava por todo o lado, como listas "para fazer". Resolveu reconstituir o seu percurso de animação ao longo desta curta, misturando texto, imagens desenhadas à mão e acompanhamento musical por Genevieve Vincent. Foi um competidor oficial no 2008 Tribeca Film Festival. Mas ora bem, ora bem.. Palavras para quê?

domingo, junho 28

Oren Lavie - Her Morning Elegance

Adorei... O vídeo, a música... Mais uma animaçãozinha em stop motion... Está de parabéns!

Curtas de Animação (IV) - Boundin'

Mais uma bela curta da Pixar... Adorei esta pequena curta com as rimas e a música country e as vozes... Escrita, produzida e realizada por Bud Luckey (e narrada também!) , esta curta foi nomeada para os óscares de 2003.

sexta-feira, junho 26

Pequenas Indignações (IV)

Ontem, orgulho-me de dizê-lo, espero ter realizado a minha penúltima melhoria.
As férias estão literalmente a bater-me à porta e há certas palavras que me ocorrem de imediato: Bronzeado (Não sol; não praia; Mas sim bronzeado; O cúmulo do bem-estar da beleza física, ambicionado por todos, alcançável par algumas, ignorado por todos como fazendo parte de um problema dos mais sérios, associado aos raios UV e queimaduras solares. EU incluída.); Mar; Roupa leve; Calor em demasia; Liberdade...
(Para quê? Para fazer TUDO o que se quiser fazer! Tudo o que estivemos privados durante estes meses de tribulantes lutas académicas, discussões de notas, rivalidades entre grupos, faltas e não-faltas, e-mails enviados e reuniões desmarcadas...)
LIVROS!
Em chegados a este ponto: Tenho uma confissão a fazer. Neste momento, devo ter perto de vinte livros por ler, que aguardam ansiosamente na minha estante. Não me estou a orgulhar de o escrever; É um facto.
Isto tem directamente a ver com o seguinte: Tal como sou uma visionadora de películas e séries, crítica, música, leitora compulsiva, acima de tudo sou uma aquisidora de livros compulsiva. E acreditem em mim, este é dos piores problemas que uma pessoa pode ter! (Fora alcoolismo; Drogas; Vício do jogo; Claustrofobia; Sexofobia (Existe. É verdade.); Nacrolepsia; Várias fobias; Medo do escuro; Hum. Talvez não seja assim tão mau.)
O problema é, essencialmente, este: Eu NÃO CONSIGO controlar-me, no que toca a livros. Posso ter trinta à minha espera em casa, mas de alguma maneira, consigo sempre encontrar alguma razão para ter mais um, que há-de ter alguma qualidade fascinante que mas nenhum dos outros tem.
Por vezes é simplesmente porque um exame me correu bem e mereço um livrinho ao final do dia; Outras vezes, porque já o queria há algum tempo e está a 4€ numa promoção especial no Chiado. No final do dia, qualquer desculpa serve.
A verdade é que os livros são o meu conforto especial. Lembro-me claramente de chegar substancialmente deprimida a casa depois de um exame, sentar-me na cama (aquele "sentar" que desmotivaria qualquer observador desatento) e deparar com uma encomenda da "casa da bd" (recomendo), com cerca de 12 livros de bd que tinha encomendado mas que, com o rebuliço dos estudos, acabei por me esquecer. Esqueci-me de tudo o que podia ser mau; A alegria foi instantânea e perdurou até à seguinte sessão de estudo.
Os livros são o meu pequeno vício. São o que eu chamo, apesar de tudo, o meu vício mais saudável: Fazem-me crescer, conhecer novos mundos, e novas ideias; Fazem-me concentrar e absorver uma outra realidade, seja esta totalmente alternativa ou simplesmente uma diferente da minha. Ajudam-me no meu desenvolvimento intelectual e emocional;
Os livros fazem parte da pessoa que sou e isso nunca poderia ser uma coisa negativa. Para todos os até hoje falaram comigo e disseram coisas como "para mim ler é uma perda de tempo" e "não leio porque não" ou "não gosto de ler", tenho uma pequena - mas valorosa - dica: Reinventem-se.
(Ou então, não me venham dizer essas coisas a mim! Especialmente armados em Don Juans espertos e conhecedores do mundo. Acreditem, pode não parecer, mas consigo ser extremamente desagradável.)
Para os que realmente lêem com uma certa regularidade, e que estão neste momento a sorrir ou simplesmente a acenar positivamente e em silêncio, já sabem, quem perde nunca seremos nós; Nós temos inúmeras leituras de almas à distância de um revirar de páginas; Nós, meus amigos, temos mundos e fundos, sempre na palma da mão...

quinta-feira, junho 25

Anita Shreve - Casamento em Dezembro

Li em dois dias, e ainda entre papéis, o meu primeiro livro pós-exames; Escolhi entre muitos, o de Anita Shreve simplesmente porque era o mais pequeno que tinha por aqui e sentir-me um pouco melhor comigo própria, porque finalmente consegui ler um livro até ao fim - Impossível desde há quase dois meses.
Na contracapa podemos ler maravilhosas críticas; Uma delas, (entre todas elas) foi a que me pareceu MAIS exagerada: Que o livro merecia um lugar na minha biblioteca, entre os maiores romances. Não concordo. Esta é de facto um bom livro, mas encontra-se bastante longe do que eu chamaria um grande romance. Não entendo como é que podem fazer esse género de comparações; Se fôr apenas para vender livros, parabéns, o resultado está mais que conseguido; Mas a verdade é que acaba por nos levantar em demasia as expectativas; não esperamos que quem diga "melhor do género" só tenha lido dois ou três desse mesmo género! Infelizmente as coisas às vezes não são assim...
O chato neste caso é que fiquei mesmo coma sensação que sem expectativa eu teria apreciado muito mais o livro... Por isso, aqui vai um comentário um pouco mais terra-a-terra. Pode ser que convosco resulte!
Ora bem: O que é fascinante neste livro? A maneira como cada personagem parece ganhar uma personalidade absolutamente distinta da outra; Cada um com uma vida rigorosamente desenhado; Tudo está à vista para qualquer leitor; Todos os pontos de vista fielmente retratados; Mesmo assim, invisíveis entre si, como seria de esperar; Mais numa vez, o leitor é omnipresente, e isso dá-nos uma sensação incrível de psicologia de divã... Em que temos tudo ao nosso dispôr, basta esperarmos uma página ou duas.
E penso que o problema é esse mesmo: Estamos tão confortáveis nesta nossa postura que pensamos que o final terá de ter uma revelação incrível que não vamos nunca conseguir desvendar; E no final, tornámo-nos tão conhecedores do carácter, dos hábitos de cada um, que acabamos por tentar adivinhar as suas acções; E acabamos por fazê-lo, com bastante sucesso: O final surpreendente acaba por ser esperado, e passa por nós quase sem nos apercebermos;
Continuamos à espera de mais.
É realmente um retrato fiel da condição humana, tal como prometido; É um livro que nos fala de como pequenos detalhes podem dar um rumo diferente à nossa vida inteira, como situações que ocorreram há décadas atrás podem permanecer vívidas e reais na nossa memória e na dos outros, à nossa volta. (Ou mesmo situações ocorridas recentemente, como o 11 de Setembro, bastante referido no livro)
É sobre o reencontrar de passados e de amigos; É um romance leve (provavelmente mais do que devia; Merecia uma intensidade dramática ainda maior) apesar de uma trama cheio de emoções, e uma óptima premissa. Por isso, se tiverem curiosidade, só mesmo vendo por vocês. Não será por certo um desperdício de dinheiro, ou de tempo... Pode ser que gostem ;)
"Um casamento reúne um grupo de velhos amigos num reencontro que mudará as suas vidas para sempre."

sexta-feira, junho 19

Mais uma musiquinha para animar

Vou só referir que este grupo ficou conhecido, para além do óbvio, pelos seu clips (e premiados! Ah pois é!) Ah, e parece que, após o último álbum não ter tido grande sucesso, em 2003, estes meninos não se separaram, têm estado estes anos todos em tours por aí afora... E pelo final deste mês lançam um cd, com um som bastante parecido com o que os tornou conhecidos...
Como exemplo não só dos clips hilariantes e profissionais mas também das músicas que nos ficam na cabeça muto depois de terem terminado, deixo-vos esta. Não me canso!...

quarta-feira, junho 17

Pequenas indignações (III)

Há poucas coisas que me irritem ao ponto do cancelamento de séries. Especialmente boas séries, que eu esteja a seguir. E que estejam a chegar a um ponto crítico. E que alguém esteja a morrer. E que a última imagem seja a bala lentamente a esvoaçar enquanto corta a barreira do som quase como quem não quer a coisa, de modo a alojar-se no local mais estratégico para ter o melhor efeito visual /derramamento de sangue. E que não se conheça que atirou. E que seja eu. Não, esperem, peço desculpa. Tópico errado. Nota: psicanalista.
Vários cancelamentos de várias séries causaram em mim uma profunda tristeza, que envolveu comiseração, dor emocional, lenços de papel, e um pouco de muco nasal até, para que nada faltasse à construção de um cenário verdadeiramente trágico. Como exemplo começo por referir, Journeyman. Para uma sci-fi lover como eu sou (não especialista - apenas lover, e ansiosa por discussões teológicas profundas sobre assuntos já tratados) achei que a série tinha elementos promissores. Criou-me curiosidade, tive vontade de ver mais. Mas não não, o quê? Uma série que cria o desejo de ver mais? Não pode ser. Esta não pode continuar. Ainda para mais se obriga a pensar. Não, vamos retirar o Senhor da Rome, e fazer um belo de um recasting para a Anatomia de Grey.
Não me entendam mal aqui: Gosto de Anatomia de Grey. Vi todas as temporadas e também já chorei baba e ranho (sou uma sentimental clássica; há dias em que choro com tudo; para acrescer, tenho um humor mórbido que não lembra a ninguém). E claro dou graças aos céus todos os dias pelo Kevin McKidd... Bem, existir! Mas tive pena de terem cancelado a série. Bastante. Não digo que tinha potencial para 45 temporadas mas para uma ou duas tinha de certeza. Não percebo.
Mas bem. A outra foi, masters of science fiction. Tinha potencial!; Lembrou-me da bela twilight zone, tales of the crypt... Lendárias. Mas com uma focalizações, para além de bastante anti-guerra e anti-USA, para os problemas actuais. E eu a pensar "porque é que já não se fazem séries destas?" e bem, pelos vistos fazem-nas mas são canceladas ao sexto episódio. Provavelmente, por falta de audiências. Mais uma vez.
E the last but not the least:
Vi a série Firefly nos intervalos de estudo. E fiquei fascinada. maravilhada. Apaixonada. Sofri com estes personagens, ri, chorei, senti... E amei cada um deles. Em 13 episódios Joss Whedon mostra-nos mais uma vez que consegue realizar conexões emocionais em qualquer tipo de universo, com qualquer tipo de espécie ou carácter, mostrar o mais humano e o mais brutal, o mais doentio e o mais sábio de cada universo. Numa mistura de géneros que varia entre star trek underground meets visual star wars meets western, esta série marcou-me. O filme completou a série o melhor que conseguiu mas não chegou. Deixa vontade de ver mais, receber mais, aprender mais, conhecer mais. É uma série que não merecia ser cancelada. Merece ser reconhecida.
É uma série de ver, e chorar por mais. Faz-me espécie! Vão ficar à espera que com a evolução da espécie eventualmente cresça um segundo cérebro ao ser humano que ele consiga de facto utilizar para, entre várias ordens de discussão, manterem boas séries no ar, que obriguem a pensar e que tenham algum tipo de obrigação intelectual mais desafiante?
Não acho justo para nós que de facto utilizamos o que temos! Não acho justo para nós que temos a capacidade de apreciar o que é bom, ou pelo menos acima da média. Se é uma boa série? Sim. Se é um conceito inovador, uma brisa de ar fresco? Sim. Se mereceu ser cancelada? Não.
Se os "mauzões" foram os que cancelaram a série? Também não. A culpa é de todas as pessoas que não querem pensar, que não querem ter nada a ver com um género qualquer só porque sim, as pessoas que têm a certeza que estão bem como estão e que deixam que exista uma dominação completa da tal aversão à mudança, ao novo. Das pessoas que já estagnaram há muito, muito tempo. As pessoas que deviam era acordar para a vida e tentar usar as últimas células cerebrais existentes... Bando de retrógrados... Sinceramente!
E por hoje, é só. E para variar, o meu conselho, é: Vejam.

sábado, junho 13

Porque para mim está absolutamente GENIAL

E porque mereço estes pequenos momentos descontraídos:
(Se puderem, procurem no you tube "how should have ended"... Alguns melhores que os outros, mas todos eles pelo menos um sorrisinho hão-de provocar. Pequenino. De qualquer das formas, se não provocar,. tenho pena mas há alguma coisa errada convosco! Sem dúvida - Genial.)
Nota: Se estão à espera de seriedade, desenganem-se já à partida
"Because sometimes
movies don't finish the way we'd like"

Curtas de Animação (III) - Vincent, 1982

Esta curta-metragem, de Tim Burton, foi realizada como homenagem ao actor Vincent Price, por quem o realizador tem um grande fascínio. Também planeou um documentário mas, com a morte do actor, em 1993, resolveu "arrumar" o projecto (temporariamente, esperamos). Ainda trabalhava no estúdios Disney nesta atura - antes de se achar a modos que criativamente oprimido.
Nota: O narrador é o próprio Vincent Price.
Foi a sua primeira curta-metragem de animação - E dizem, a primeira nunca se esquece. Ao estilo de Tim Burton:

sexta-feira, junho 12

It's All About Love, 2003

Vi há algum tempo um filme que me marcou positivamente, e não queria deixar de referi-lo, especialmente porque nunca tinha ouvido dele. O casting não é tão desconhecido quanto isso (Joaquin Phoenix, Sean Penn e Claire Danes) e o nome do filme é algo sugestivo,
"O Amor é Tudo".
Foi um daqueles filmes que tive pena de não ter apreciado numa sala de cinema, devido sobretudo às imagens lindíssimas, e ao acompanhamento musical ao longo do filme. (Digamos que Som Surround não abunda aqui por casa - O mais próximo é pôr umas colunas minúsculas atrás de mim, fechar as luzes e esperar que não me venham bater à porta do escritório para perguntar se já arrumei o quarto)
Resumidamente: Passa-se no ano de 2021, e pode ser considerado um thriller romântico-futurístico. Mas - note-se! - é muito mais do que isso. O que é exactamente não sei. Esqueçam toda a noção/cliché de Filme Romântico (Todos conhecemos este cliché - em que sabemos sempre o que vai acontecer e que há-de ser tudo perfeito mas que mesmo assim, vemos até ao fim... Porque somos todos uns corações moles, ou porque o principal é giro, ou às vezes porque não nos apetece pensar muito e ficamos contentes connosco próprios pela correcta antevisão do que se vai passar)
Esta história faz-nos pensar.
Apercebemo-nos também que: Neste futuro criado por Thomas Vintenberg, à superfície nada está excessivamente diferente. pequenas diferenças mas sobretudo uma ideia muito nítida - O mundo está finalmente a entrar numa fase apocalíptica - Os erros que fomos cometendo enquanto sociedade evoluída (maioritariamente, danos ambientais) atacam-nos de vez, e sobretudo - e aqui está a primeira singularidade do filme - as pessoas parecem estar sujeitas e uma espécie de doença inexplicável - O coração vai ficando mais fraco, subitamente e sem razão aparente, têm um ataque cardíaco e morrem. Por todo o lado. A prova está nas ruas de Nova Iorque, preenchidas com corpos caídos de 20 em 20 metros.
"-There's a dead man in front of us.
- Just step over him! Is he someone you know?
-No.
- So just step over him".
Poderia ser mais poético, mais romântico, mais profundo, menos profundo, menos enigmático, mais curto, mais terra-a-terra, menos confuso (...). Poderia ser muita coisa. Mas não é. E ainda bem.
O filme é uma amálgama de metáforas, de duplos sentidos, de nenhum-sentido-de-todo muitas das vezes. É um filme estranho e meio "marado". Pois, é verdade. Mas porque não apreciar a "anormalidade" do filme tal como ela é? Apreciem a experiência de um filme... Diferente. (Teria de ser pelo menos isso, não fosse este um filme Americano, Dinamarquês, Inglês e Japonês! não é todos os dias!)
Sean Penn faz furor no que eu gosto de chamar o "momento Al Pacino", ou seja: Acaba o filme em grande, com um discurso brutal. Os créditos já iam a meio e eu continuava ali, as palavras a ressoarem numa continuidade magistralmente brutal.
Acima de tudo - O filme trata de Amor. Das várias camadas do Amor, não apenas o Amor Romântico, mas o Amor Fraternal, o Amor Altruísta, aquele que faz com que se sorria sem razão nenhuma a uma pessoa que não conhecemos, aquele que nos faz dar uma moeda a um sem-abrigo. Trata de como tudo isso (toda essa ausência crescente de Amor) afecta de tal modo as pessoas que o coração enfraquece, de dor. De solidão. De tristeza. De falta de Amor. E essencialmente, eu gostei. E vocês?

George Lucas In Love, 1999

Dozens of years ago, in a nearby galaxy...
Desta feita, para os fãs de Star Wars - Aqui vos deixo "George Lucas In Love", uma curta-metragem com possíveis respostas para aquela pergunta "onde foi o George Lucas buscar a ideia para a Guerra das Estrelas?"
Quase que me enche as medidas sci-fi :P


quinta-feira, junho 11

Curtas de Animação (II) - Even Pigeons Go To Heaven

Mais uma... Desta feita, por Samuel Tournoux. Pessoalmente, tudo o que envolva simbolismos /misticismos /etc, eu sou das maiores fãs. (E claro, adoro personagens oportunistas e gananciosos... Quanto menos escrúpulos possíveis, melhor hehe)
Penso que esta, em particular, é uma ideia bastante original para uma curta-metragem - Mas acho que estava à espera de mais no final. É o que dá ter expectativas elevadas!



quarta-feira, junho 10

Curtas de Animação - One Man Band

Vou começar aqui uma série de posts com curtas-metragens de animação.
É um género que, apesar de já conhecer há algum tempo, ainda não tinha explorado convenientemente. Já vi algumas bastante comoventes; Outras, que são simplesmente de chorar a rir! Esta será uma do último género. Pela Pixar (se ainda não viram a do coelho, andam a perder mesmo qualquer coisa =) ).
As curtas-metragens podem começar por ser estudos de luz, de som, de desenho, para personagens que serão mais tarde criadas para uma longa-metragem; Outras (e a maior parte) das vezes, são de facto pensadas para esse efeito; Este é um género a conhecer; A apreciar; A valorizar. Divirtam-se.

terça-feira, junho 9

Deolinda

Mais um videozinho para desanuviar antes do exame:
Deolinda "teaser"
Não é propriamente o meu género mas de qualquer maneira essa coisa de géneros já está ultrapassada... E estes grupos têm de ser divulgados não é verdade? Qualidade acima de tudo... Enjoy =).

segunda-feira, junho 8

Smile representativo de estado de espírito...

...neste momento:
:-|

Get Set Go - I Hate Everyone

Antes de ir deitar... Um sorriso nos lábios. Desculpem-me mas eu oiço os acordes iniciais e já estou ali a abanar a cabeça de um lado para o outro =) I hate everyoooooone

Pequenas indignações (II)


Nota: Esta imagem não está aqui por acaso. (Aliás, nada neste blog está aqui por acaso. Pensem nisso. Creepy enough?) Resolvi agraciar-vos com uma pequena ideia de como está a minha cabeça neste momento. Literalmente. E não é so quando fecho os olhos. O que diria o o Freud disto? (Provavelmente para me deixar de merdas e ir dormir. Penso que devíamos todos fazer uma pausa para imaginar esta situação. Eu estou a fazê-lo.)
Reparemos: Só o facto de eu estar acordada a estas horas a ESTUDAR já indica um claro desvio mental (ou, como é o caso, a ante-véspera do exame de Contabilidade Financeira).
Nota 2: Não estou aqui voluntariamente. Estou aqui como refém daquele tratado que nos obriga a esfalfar-nos duas vezes mais para obtermos 2 vezes menos o reconhecimento que devemos ter. Ou será a dividir por 2? Damn you, Bolonha!
Mas para agravar ainda mais a situação, aparecem-me casos com nomes como "SKKOTEX", em que um dos Investimentos em curso é o "Armazém da Princesa", e a empresa "TREINA & PASSARÁS, S.A." que resolve constituir a "NÃO TREINES E VERÁS, Lda."
Medo destes senhores. Medo da extrema monotonia em que se encontram envoltos, para por fim produzir tão triste resultado. Triste sina, meus amigos. Triste sina.

sábado, junho 6

Pequenas indignações

Bem, um exame já foi... Só tenho de pena de este alívio todo ser "sol de pouca dura" (outra bela expressão! Isto este mês estamos em altas mesmo), já que é basicamente tempo de me matar a estudar para o que vem a seguir, que - devo acrescentar - é bastante mais complicado.
Vim só fazer uma pausa porque estou aqui a considerar algo:
O que é que se passa com aquelas fotos dos menus em que parece tudo super apetitoso e depois vamos a ver e tem um ar.. hum.... vou dizer duvidoso?
Porquê andar a enganar as pessoas? "Ah, isto tem mesmo bom aspecto" para 15 minutos depois: "eugh".
Por isto tudo: Estou aqui a demonstrar o meu apoio à cantina da cidade universitária, que coloca uma amostra de tamanho real, de todos os pratos disponíveis no dia, numa vitrine, à vista de todos os que passam pela porta.
Sim, que não queremos que venham para aqui gastar 2,20€ e para além disso, verem que não gostam do aspecto, ou sentirem-se enganados! Não não. "What you see is what you get baby". Não há cá enganos. Grande cantina.
Confesso que esta pequena iniciativa já me fez dar meia volta atrás para me ir embora. Mas pensei "não, porque esta iniciativa merece ser apoiada" Pensei em chapeuzinhos e mesas de voto.
Claro está, esta iniciativa cairia bem sobretudo, nos restaurantes em que pagamos 20€ por pessoa: Mas com uma colherzinha especial, como nos gelados, fazíamos o pedido e traziam-nos uma colherzinha para provarmos uma amostra, se gostarmos pedimos, senão estamos livres de ir embora! Isto porque, se entramos num restaurante finíssimo e acabamos por ver que não há nada que nos apeteça comer, o que é que acontece? Não podemos sair! Até parece mal! Acabamos por perguntar qual é a sugestão do chefe e desenrascamo-nos com isso.
Por isto tudo, penso que um serviço deste género servia bastante bem. Talvez até com a sugestão dos empregados "se desejar pode sair, esteja à vontade" Eu pessoalmente sentir-me-ia muito mais confortável. Redução de tensão dos clientes, aumento de compras. Mas isto sou só eu.

sexta-feira, junho 5

Sugar Ray - Someday

Para descontrair antes do primeiro exame do semestre:
(que saudades destes tempos!)

Aqueles filmes...

Vou só deixar aqui bem claro: Sim, gostei do Titanic! (E que me lembre não chorei no final. Deixamos isso para o "Rei Leão" e "Em Busca do Vale Encantado". Parece que me identifico mais com desenhos animados. Estranho? Também tinha uns dez anos... Mas mesmo assim, não não chorei. Aposto que estava ali à espera do spin-off. "nah, ele não vai morrer. Seria uma parvoíce.") O que é que tem o filme? Queria ver alguém a fazer melhor. Perfeito? Não, nem de longe. Se merecia todos os óscares que ganhou? Desde quando é que isso determina o valor de um filme, ou a qualidade? e não se esqueçam, há sempre uma subjectividade inerente... E as pessoas são extremamente influenciáveis...
Há tantos filmes maus para criticar!

Se calhar focaram mais a parte romântica da questão. Preferiam que tivessem rodado o filme na sala das máquinas? São interpretações, é assim que acontece. Mas não me digam que iam ver o Titanic com a esperança de ter acção e mortes. Vão ver o dawn of the dead ou um do género. Pff.
Aliás, os que criticam mais são os que pedem à namorada para ir alugar ao clube de vídeo! "Ofereci à minha mãe neste Natal... Mulheres" .
Não está no meu top 25 de filmes favoritos, nem sequer no meu top 50. Mas nunca ia dizer que era mau!
Cresçam e ganhem critérios decentes gente. Já chega.

terça-feira, junho 2

AVISO: Post extremamente geek

Há coisas que me irritam. Profundamente. Várias, admito. Uma delas é a má adaptação das histórias de Banda-Desenhada ao cinema. Admito que sou suspeita porque, afinal: Quem passou tanto tempo a ler esse tipo de literatura acaba por desenvolver uma certa fixação a que muitos chamariam de "nerd". Concordo com orgulho. Mas passando à frente esse pormenor (não gostam, gostassem - ou não - azar o vosso, melhor para mim) Qual é a necessidade?
Homem-Aranha: Qual a necessidade de mudar a história do homem-aranha para ele deixar de ser o herói atormentado que perdeu o amor da vida dele demasiado cedo para mais tarde, no lendário Nº 100 da sua revista, conseguir casar com a já-não-tão-rebound girl Mary Jane, que foi a melhor amiga dele nos entretantos, juntamente com o filho do homem que matou o tal amor da vida dele, a belíssima Gwen Stacy? Porquê modificar a profundidade intelectual do personagem principal, que conseguiu recuperar de uma perda tão trágica quanto esta? Muitas pessoas iam identificar-se com esse tipo de perda.(Algo me diz que vão fazer pior no 4º. E lá estarei eu para ver) A situação toda do uniforme eu sou capaz de perceber: O trabalhão que não ia dar explicar a não-geeks todo um evento do Universo Marvel (para os mais cultos, Guerras Secretas), provocado por um ser todo-poderoso, que ocorreu no espaço e que fez com que o homem-aranha adquirisse o seu uniforme aleígena. Não estava mal. O essencial foi retirado? Talvez. Confesso que não são más adaptações, cada um dos 3 filmes, apesar de que, se fosse por mim, o Tobey Maguire saltava. Num instante.
Fantastic Four:
Mas porque raio é que a Sue vai casar com o Doom? De onde é que isso veio? E porquê alterarem o facto de ele ter ficado com as cicatrizes como resultado de uma experiência ambiciosa na faculdade que o Reed (na altura o seu colega de laboratório, se nao estou
em erro) o aconselhou a não realizar? Era mesmo preciso? Como se a rivalidade de génios não continuasse sempre presente de qualquer das formas. Ridículo.
X-Men:
Eu aqui vou apontar o seguinte: Gostei dos filmes. Penso que sem fazer o imediato relacionamento com as histórias de BD, são bons filmes do género, têm tudo o que é necessário. Penso que pegaram em vários momentos importantes do historial dos X-Men (Magneto, claro - E posso só dizer que adoro o Ian McKellen?; Fénix; O Mistério da Arma X, que esteve presente durante muito tempo. Ainda não sei se concordo com a revelação das origens. Paciência.)
Mas porque estar a misturar as idades de todos, os relacionamentos, as fases da equipa? Podiam perfeitamente ter contado a história como ela realmente é. Faz-me muita confusão. Vou apontar: Os membros fuindadores dos X-men foram: O Homem de Gelo (Bobby), Fera (Hank McCoy), Ciclope (Scott), Jean Grey. Onde é que o Bobby alguma vez seria da idade da Kitty Pride, que entrou para os X-men já na nova equipa, com 13 anos, muito tempo depois de os antigos x-men terem ido embora? Nem sei se eles se conheceram! E a Vampira/Rogue? Nem vou comentar. Ela claramente que não é da idade da Kitty. Começou por fazer parte da irmandade dos mutantes, com a mística, que sempre esteve com ela praticamente como mãe. Mais tarde passou para o lado dos bonzinhos, porque precisava de ajuda para retirar a psico da Carol Danvers (Não perguntem). Penso que era uma boa história a explorar, com várias repercursões. Mas havia mais. O Pyro,não sei sequer se chegou a fazer parte dos X-men mas não que eu me lembre.
Como eu disse, nada disto choca nos filmes. Mas não iria chocar se contassem as coisas como deve ser.
Nota: Está bem, estar a explicar que a Fénix é uma entidade, ao nível da eternidade, do tribunal vivo, da morte... Era demais para o comum mortal. Mas bolas, estamos noutro universo não estamos?? Amanhem-se!!
Demolidor:
Ainda estou para perceber como é que o meu herói trágico de eleição (várias até) (des)apareceu naquele filme. Mas é que não percebo mesmo. Para quem não tem noção, o demolidor é BRUTAL. (Destaque para o demolidor do Frank Miller.) E para toda a altura mais dark dele. É profundo e é uma boa história. Porque é que eu cinco minutos depois de ver o filme já me tinha esquecido dele? Talvez seja apenas o Ben Affleck que não tem aquela pinta de super-herói. Talvez não tenha pinta de grande coisa. Ou simplesmente não entendeu a essência do Matt Murdock. Para todos nós que entendemos... É pena. Podia ser um óptimo filme.
Hulk:
Gosto do Hulk. Acho piada. Um dia tiro uns dias para fazer a maratona do Hulk, leio tudo de uma enxurrada. O que li, gostei. O que vi, deixou-me a pensar que podiam ter usado qualquer uma das histórias, qualquer um dos dilemas que estão tão presentes em todos os relatos que envolvam o Hulk. Para quê inventar? Fica para a próxima. Edward Norton como Hulk? Confesso que apesar de não ser a minha primeira escolha, gostei bastante. O senhor é um óptimo actor, não me surpreendeu. Tentou, conseguiu. Como sempre. Tão simples quanto isso.
Batman:
Capturou a essência. Na totalidade. Que eu considero o mais importante. A partir daí... O que há a dizer?
Bem, o resto deixo para outro dia. Se é que há resto. Não sei, já ando aqui a hiperventilar com os estudos mas tenho de voltar para lá. Acontece aos melhores! (Aos que leram até aqui... Parabéns. Fazem oficialmente parte dos poucos geeks genuínos que restam neste país. Preparem-se para uma longa vida, com poucas satisfações sexuais. Antes intelectuais. Não se pode ter tudo.)